quarta-feira, 17 de outubro de 2012

LOURES HOMENAGEIA GONÇALVES






Gritando uma canção em brado forte,
Ouvir a tua voz me emociona
Nascendo a cada dia em nova sorte
Criar um verso assim impulsiona
Alçando num momento, traz um norte
Libertário, voltando sempre à tona
Valor deste poeta que é de porte.
E a Musa que jamais o abandona
Sempre mitigará dores do corte.

Recebe com carinho estes meus versos
Eu sei embora pobres, são tão veros
Instigas a voar por universos
Semeando teus cantos mais sinceros...

MARCOS VALÉRIO MANNARINO LOURES 


Meu caro mestre, uma homenagem dessa direcionada a minha pessoa  é uma honra indescritível.
Estou muito feliz pela homenagem.

Gonçalves Reis.

(Um dos grandes poetas contemporâneo. Leia-o:
http://valmarloumann.blogspot.com.br/

terça-feira, 25 de setembro de 2012

ADOÇANTE, POR FAVOR











Ana Acordara de manhã com uma grande fome. Comera dois pães com manteiga – aos pedaços, como queijo – com mais dois copos com café com leite. No almoço, dois pratos com comida. Tinha um encontro com uma colega num shopping. Após visitarem – e comprarem em algumas – a muitas lojas, pararam num quiosque para um cafezinho. Pediram dois expressos com dois pães de queijos recheados. Açúcar ou adoçante, perguntou a atendente. Adoçante, por favor, pois estou de regime.

21/O8/2O11

sábado, 16 de junho de 2012

ARQUITETO


ARQUITETO
Constrói o joão-de-barro,
Com grande engenhosidade;
Sonho de aconchego
02/10/2011

domingo, 10 de junho de 2012

FOI APENAS UM SONHO







Desde menina, Samanta tinha sonhos estranhos. A primeira vez que aconteceu, ela tinha sete anos. Acordou assustada e chorando. Seus pais lhe perguntaram o que tinha acontecido. Sonhei que o vovô estava cheio de sangue. Seu pai abraçou. Foi só um pesadelo. Porém dois dias depois, seu avô morrera atropelado. O choque foi tanto que ela ficou sem falar por dois anos. Nesse período os sonhos pararam. No dia de seu aniversário de doze anos, ela resolveu quebrar seu voto de silêncio. Naquela noite sonhou com um terrível acidente. Aquilo a assustara por demais! Mas nada disse a ninguém. Uma semana depois assistira na televisão notícias do acidente – igualzinho como sonhara. Perturbou-se. Entrou em depressão. Seus pais não desconfiaram de nada. Ela rezava para não sonhar mais. Passava as noites acordada. Até que começou a ver de olhos abertos. Caiu doente. Sem apetite algum. No terceiro dia sem comer, apareceu-lhe o Anjo do Senhor. Samanta, Samanta o que temes? Quem é você? O Anjo do Senhor. Por que carrega tanta culpa em seus ombros? Por favor, se puder tire isso de mim. Ah, bem sei como é difícil nascer com um dom desses. Dom, não pra mim. Quando você vê acontecimentos e tenta alertar as pessoas, elas dizem que estou louca. Que é coisa da minha cabeça. Por favor, me cure. O Anjo a olhou com pesar e compreensão. Assim seja. Desapareceu. A partir daquele dia, sentiu-se mais aliviada, mais leve, porém mais vazia.
Uma nova fase começou em sua vida. Completou o ensino médio. Prestou vestibular. Conheceu o novo vizinho Henrique. E com ele se casou. Tiveram uma menina a qual deram o nome de Viviane. Assim, quando Viviane estava com sete anos, entrou chorando em seu quarto dizendo que tinha sonhando que a vovó tinha morrido. Samanta ficou paralisada; seu coração disparado; enquanto Henrique apressou-se em socorrer a filhar dizendo-lhe. Não foi nada querida. Foi apenas um sonho.

20/09/2011 

terça-feira, 15 de maio de 2012

PEDIGREE




PEDIGREE


José Santos – chofer. Maria Silva – diarista. Trabalhavam para o casal Lima Camargo. Casaram-se e tiveram o doutor Rogério Santos Silva – famoso cirurgião plástico, conhecido até mesmo fora do país.

21/05/2011

sexta-feira, 2 de março de 2012

APESAR







Eu posso demonstrar sabedoria

Mostrar que tenho um bom discernimento

No verso uma amargura – uma ironia –,

Um elucubrador todo momento...

Eu posso parecer um realista

Sem esperança, ás vezes – depressivo,

Um arrogante à primeira vista

Um tanto indiferente – abrasivo...

Mas, por favor, não julgue a aparência

De sonhos minha alma anda completa

A esperança é minha persistência...
Mora um menino dentro do poeta
                     Apesar do viver – áspero, duro,
                     O sonhador em mim crê no futuro...

15/01/08 

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

O HOMEM DE CAVANHAQUE







     Meu nome é Virgílio Fonseca. Trabalho na área investigativa. Era tarde quando o sol morria entre os prédios da Paulista. Estava no escritório conversando com o Freitas e o Marques – companheiros de investigações – quando o telefone tocou. Um corpo de uma mulher aparentando 27 anos fora encontrado num parque. Chegando ao local, outro corpo de mulher aparentando vinte e cinco anos, também fora encontrado nas mesmas condições. Estavam com a documentação, relógios, nada tinha sido levado. Também não foram violentadas. Só uma coisa intrigava-me: as duas estavam sem o coração. A forma das lacerações no peito demonstravam que eles foram arrancados. Fui ao local em que elas trabalhavam. Era no Ponto Coffe. Entrevistei os funcionários. Lembra-se qual a última pessoa que elas conversaram? Olha isso é difícil de dizer, pois falamos com gente o tempo todo. Porém, houve um homem que elas travaram certo conhecimento. Sim, e quem é? Hum, não me lembro do seu nome direito; é um nome diferente. Isso dificulta a investigação. Alguma compra com cheque? Não, pagava sempre a vista. Descreva-o para mim. Alto, pele clara, cabelos castanhos, sorriso enigmático, cavanhaque bem desenhado, bem afeiçoado, culto, olhos verdes. Verdes? Pensei que fossem amendoados – disse outro funcionário. Não, não eram azuis. Bom eu olhei bem e era mel. A esse detalhes somaram-se as mais confusas descrições. Castanho escuro, pretos, bom resolvi ignorar. Freitas fez o retrato falado, mostrando depois para os entrevistados. Alguém me dissera que ouvira dizer que era professor numa Universidade. Mas não sabiam qual, nem a matéria. Enviamos o pessoal para as Universidades aos arredores com o retrato falado, porém nenhum reitor reconheceu. Sentamos numa mesa. Serviram-nos um café descafeinado para mim e um cappuccino com licor para o Freitas e um expresso simples para o Marques. 

     E agora, por onde começamos? Perguntou-me Marques. Estou pensando. Sem nenhuma digital, nenhuma secreção ou fio de cabelo nada. Bebericava meu café com uns amanteigados, quando uma funcionária me disse: Olha eu acho que o nome do homem de cavanhaque era Eurismar, Eunismar...  Fez uma careta tentando recordar seu nome. Ah, me lembro agora. Ele disse que tinha uma loja de antiguidades e seu nome era Eudomás. Repeti o nome com estranheza. Bom é tudo o que me lembro. Obrigado, pedi mais um café, antes de irmos. No local onde estávamos tinha um telão onde eles colocavam dvds para os clientes. Enquanto degustávamos as bebidas assistíamos a um show dos Rolling Stones: “Sympaty for  the Devil” Por favor, deixe que eu me apresente, sou um homem com riqueza e gosto; ando por aqui faz muitos anos, roubei muita alma e fé dos homens...  E eu tentando resolver o mistério do Homem de Cavanhaque. 

01-08/07/2011

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

FLORES




FLORES


“Faço semeadura, vislumbrando colheitas,
Que em prol da vida, estarão reservadas....
Pratico as escolhas construindo estradas...” 

Jacó Filho

As flores que plantei pelo caminho,

Não pude contemplar um só momento,

Para eu ter um minuto de alento –,

Nas vezes que sentisse-me sozinho.

Busquei o olor de um contentamento,

Tentei colher um pouco de carinho,

Pensando em guardá-lo em meu ninho
,
Ao contemplar, enfim, todo intento.

Queria vislumbrar minha colheita,

Nenhuma flor eu vi. Quanta desfeita,

Chorei em horas mortas – madrugadas...

Mas logo o sol nasceu; e, tanta gente

Chegou agradecendo-me contente,

Nas flores que encontraram nas estradas...

15/09/11

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

NAS ÁGUAS DO OCEANO







Olhando as águas do oceano tão azuis
Azuis da calma e da tranqüilidade
Azuis da esperança e da saudade
Espero seu regresso aqui de novo

Você que disse: “Eu vou; mas retornarei”
Espero nos reencontrarmos 
Falar de minha vida e ter notícias suas               
Pois a saudade é grande – oceânica

Vamos nos abraçar e passear
E mergulhar nas águas azuladas
De harmonia e bonança
Então Renascerei nessa imersão
Da imensidão do oceano.

Então aqui estou andando pela areia
Areia tão dourada, tão macia
As ondas a fazer-me um pédiluvio
Cato conchinhas e estrelas do mar
Que rolam junto à maré
E fico aqui a ti esperar...

(repete refrão)
 
                                                                                      28/03-01/04/03

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

PONTO COFFE







No Ponto Coffe acontece os encontros mais incríveis. Venha degustar um saboroso pedaço de torta de maçã com um café fresquinho feito em máquina italiana. diversas iguarias e sabores.  Mas, além disso, debates literários, música e muita descontração. É o poit do momento. Todo mundo quer conhecer o novo Café literário. Porém, algo extraordinário mudou esse cenário aconchegante, acolhedor e intelectual. Duas atendentesMarina e Suelitrabalhavam no balcão servindo os clientes, quando entrou um cliente bem afeiçoado. Alto, pele clara, nariz bem desenhado, olhosbom esse é um detalhe a parte, sombracelhas grossasnão unidas, mãos bem cuidadas, unhas aparadas, vestido casualmente, calça de sarja preta, camisa azul clara com listras azul marinho, cinto de lona de caminhão, jaqueta de couro, uma gravata vermelha frouxa, um brinco na orelha esquerda, um chapéu, cobrindo os cabelos castanhos médio, cavanhaque bem aparado e muito carismático. Quando chegou ao balcão pediu um café, Marina logo se prontificou a servi-lo. Mais alguma coisa? Hum acho que vou querer um pedaço dessa torta de maçã, está tão apetitosa. Essa é que faz mais sucesso. Serviu-o. Obrigado, agradeceu o desconhecido com um sorriso enigmáticoflechando o coração de Marina. Sentou-se numa mesa abriu um livroque carregava consigoA Ilíada, pôs-se a ler.
Sueli vinha do toalete. Marina? Sonhando acordada? Ah oi. Precisa de alguma coisa? Eu não, mas esqueceu-se que deu sua hora a cinco minutos? Nossa! Nem percebi, mas também com aquele colírio para os olhos, o tempo voa mesmo. Quem? Aquele sentado na terceira mesa próxima à janela. Hummurmurou Sueli depois de analisá-lo, realmente é um gato.
Ele levantou-se levando a xícara e o prato até o balcão. Agradeceu. Pagou e foi-se embora. Retornando no dia seguinte no mesmo horárioao cair da tarde. Quem o atendeu dessa vez foi Sueli. Diferente de Marina, ela logo puxou conversa. Descobrindo que ele possuía uma loja de antiguidades e dava aula de Arqueologia à noite numa Universidade. O que encantou Sueli foi seu olhar.
Ele era pontual, educado, um verdadeiro gentleman. Tanto Marina quanto Sueli, descobriram-se apaixonadas por ele.Todavia, Sueli escondia que Marina o tinha visto primeiro. Porém, uma coisa difícil de guardar por muito tempo é o sentimentoprincipalmente quando ele é movido pela paixãodisputavamentre sio atendimento a ele. Marina descobriu que seu nome era Eudomás. É isso mesmo? Sim, na verdade era para ser Edmar, porém devido a um erro de digitação ficou assim. Ah. Marina encantava-se com seu sorriso entre o cavanhaque.
Numa manhã nevoenta, Marina discutiu com Sueli ao descobrir que a colega saíra com ele. Estapearam-se fora do estabelecimento, claro, e não se falaram mais. Eudomás continuou frequentando o ambiente. Falava normalmente com cada uma que era quase impossível resistir sua sedução, não elas, mas conquistara todos os funcionários.  Até quem um dia elas não apareceram para trabalhar. Alguns estranharam. Ligaram para seus telefones, porém nem uma nem outra atendeu às chamadas. No dia anterior a mesma ausência. Estranhando a longa ausência, o gerente entrou em contato. Nem mesmo os parentes sabiam. A única coisa que disseram era quetanto uma como a outratinham um encontro marcado com um homem. Que homem? Ninguém se lembrava no Ponto Coffe. Depois que alguns funcionários se lembraram. Aquele do cavanhaque. O caso ficou conhecido comoO sumiço das meninas do Ponto Coffe” ouO Homem do Cavanhaque”.


 01-07/07 2011